Empresas prestadoras de serviços serão uma das mais impactadas pela Reforma Tributária. Antes, muitas operavam com ISS em alíquotas baixas, limitadas a 5%, ou estavam no Simples Nacional, com carga reduzida e previsível.
Com a reforma, o ISS deixa de existir e os serviços passam a ser tributados pelo IBS e pela CBS. Na maioria dos casos, não há benefícios específicos para o setor. Isso significa que grande parte dos serviços será atingida pela alíquota cheia do novo modelo.
Na prática, muitas empresas de serviço terão aumento relevante de carga tributária. Quem não revisar contratos, preços e modelos de cobrança durante a transição pode absorver esse custo sem perceber, reduzindo margem mês a mês.
O risco é silencioso. O faturamento continua entrando, mas a rentabilidade cai. Sem simulações e ajustes antecipados, a empresa só percebe o problema quando o caixa aperta.
Para atravessar a transição com menos impacto, será necessário revisar contratos, avaliar o que pode ser repassado ao cliente e reorganizar a estrutura de preços. Serviços que não fizerem isso agora tendem a sentir o efeito de forma mais dura nos próximos anos.